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Depressão02 mai 2026·7 min de leitura

Depressão e neuromodulação: o que os estudos dizem

A fotobiomodulação já aparece em ensaios clínicos como aliada no tratamento da depressão — com resultados que surpreendem até os pesquisadores. Veja o que a ciência comprova.

Recepção do espaço de neuromodulação da Dra. Carla Prado

A depressão é um dos maiores desafios de saúde pública do mundo. Estima-se que 1 em cada 3 pacientes com depressão não responda adequadamente aos medicamentos antidepressivos — o chamado transtorno depressivo maior resistente ao tratamento. Para essas pessoas, as opções tradicionais têm limitações reais. É aqui que a neuromodulação entra como uma alternativa séria e embasada em evidências.

O que os estudos mostram?

Nas últimas duas décadas, pesquisadores ao redor do mundo investigaram o uso de diferentes técnicas de neuromodulação no tratamento da depressão. Os resultados são consistentes e promissores:

O estudo brasileiro

Um estudo piloto conduzido no Brasil com pacientes com depressão resistente — aqueles que não melhoraram com medicamentos — mostrou que 58,3% responderam ao tratamento e 16,7% atingiram remissão após 12 sessões. A redução média na escala MADRS (que mede a gravidade da depressão) foi de 33,8%.

Como a neuromodulação ajuda no cérebro deprimido?

A depressão está associada a alterações em regiões cerebrais como o córtex pré-frontal esquerdo (responsável pelo humor positivo, que fica hipoativo) e a amígdala (responsável pelo processamento do medo e da tristeza, que fica hiperativa). Diferentes técnicas de neuromodulação agem nesses pontos de formas distintas:

Neuromodulação substitui o antidepressivo?

Não necessariamente — e essa é uma distinção importante. A neuromodulação é uma ferramenta complementar, não um substituto automático dos medicamentos. Em alguns casos, ela pode permitir a redução das doses ou o uso de menos fármacos. Em outros, ela é a principal estratégia quando os medicamentos não funcionam.

A decisão é sempre individualizada e feita pela psiquiatra, levando em conta o histórico do paciente, os tratamentos anteriores, a gravidade do quadro e as preferências de cada pessoa.

"O que mais me motivou a trazer a neuromodulação para o consultório foi ver pacientes que haviam tentado de tudo e ainda sofriam. Hoje, eles têm uma opção a mais — e isso faz toda a diferença." — Dra. Carla Prado

Sua depressão não respondeu bem ao tratamento?

Agende uma avaliação e entenda se a neuromodulação pode ser parte do seu plano de cuidado.

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