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Enxaqueca24 abr 2026·6 min de leitura

Enxaqueca crônica: um caminho para menos crises

A enxaqueca não é "apenas uma dor de cabeça". É uma condição neurológica complexa que afeta milhões de brasileiros — e a neuromodulação pode ser uma aliada importante no controle das crises.

Quem tem enxaqueca sabe: não é só a dor. É a sensibilidade extrema à luz e ao barulho, a náusea, a incapacidade de realizar atividades simples, o medo de planejar qualquer coisa sem saber se uma crise vai aparecer. A enxaqueca crônica — definida como 15 ou mais dias de dor por mês — é incapacitante e afeta profundamente a qualidade de vida.

A boa notícia é que a ciência avançou muito no entendimento das causas e no tratamento preventivo da enxaqueca — e a neuromodulação aparece como uma opção promissora, especialmente para quem não tolera bem os medicamentos preventivos.

Por que o cérebro entra em crise?

A enxaqueca começa no cérebro. Pesquisas mostram que o cérebro de quem tem enxaqueca é mais hiperexcitável — responde de forma exagerada a estímulos normais (luz, barulho, odores) e tem dificuldade em "se acalmar" quando superestimulado. Isso leva à ativação do sistema trigêmino, que desencadeia a dor característica da enxaqueca.

Além disso, a inflamação neurogênica — liberação de substâncias inflamatórias nos vasos do cérebro — amplifica e prolonga a dor.

Como a neuromodulação ajuda?

A neuromodulação ataca o problema em duas frentes:

O que o estudo mostrou

Um estudo conduzido pela UFPE (Estudo Flash) com 56 pacientes com enxaqueca crônica mostrou redução de 39% na frequência de dias com dor após o tratamento com fotobiomodulação — sem efeitos colaterais significativos.

O que muda na prática?

Para quem é indicado?

A neuromodulação para enxaqueca é uma opção especialmente relevante para:

Como sempre, a indicação é feita após avaliação clínica completa — a Dra. Carla avalia o histórico, a frequência das crises, os tratamentos anteriores e os objetivos de cada paciente antes de propor qualquer protocolo.

"A enxaqueca foi por muito tempo subestimada como condição neurológica. Hoje sabemos que ela merece tratamento sério, multidisciplinar, e que as ferramentas de neuromodulação têm muito a oferecer para quem sofre com essa condição." — Dra. Carla Prado

Cansado(a) de viver com enxaqueca?

Agende uma avaliação e entenda como a neuromodulação pode reduzir a frequência e a intensidade das suas crises.

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